quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

O Queensrÿche e os seus covers

O QUEENSRYCHE É UMA banda de Heavy Metal Progressivo formada na movimentada Seattle de 1981. Surgiu juntamente com uma enorme quantidade de de grupos na nova onda metaleira do início da década de 80, sendo praticamente ignorada até o álbum Empire, aonde está presente a famosa "Silent Lucidity", que deu à banda o tão sonhado reconhecimento. No entanto, foi novamente abafada pela onda grunge que crescia consequentemente. Entre altos e baixos, continuam na ativa até hoje. No ano de 2007 lançaram dois álbuns: Sign of the Times: The Best of Queensrÿche (uma coletânea com os seus maiores sucessos), e Take Cover (um disco aonde interpretam clássicos de outros artistas), um bom disco que tratei de ouvir e comentar:


01. "WELCOME TO THE MACHINE" (Pink Floyd) - Ao contrário da original do Pink Floyd, o cover abre mão dos efeitos bastante presentes na música de 1975, colocando os teclados quase que inaudíveis, substituindo-o pela guitarra em um ótimo solo iniciado quase aos dois minutos. A primeira impressão marcante é a levada pesada da bateria, incluída pelo Queensrÿche (há ainda um sax bem encaixado em alguns momentos). O violão, muito explorado, na versão original, serve apenas como encerramento para o cover em poucos segundos antes do fim.
02. "HEAVEN ON THEIR MINDS" (Andrew Lloyd) - Esta música foi composta por Andrew Lloyd Webber para compor a trilha sonora do filme Jesus Cristo Superstar, de 1973. Lembra bastante o The Who. Neste cover, o Queensrÿche abre não dos instrumentos de sopro da versão de Webber e inclui uma base de guitarra nos pontos mais calmos da canção e um solo em substituição aos violinos
03. "ALMOST CUT MY HAIR" (CSN&Y) - Por ser uma grande canção de Crosby, Stills, Nash & Youg, talvez tenha sido uma das mais complicadas de interpretar. O cover não deixa a desejar, explorando bem os duelos de guitarra e aumentando a presença do baixo. Mas talvez faltasse um pouco mais de emoção nos vocais de Geoff Tate, excelentes na versão de 1970.
04. "FOR WHAT IT'S WORTH" (Bruce Springstein) - Por não conhecer a versão original de Bruce Springstein, não posso fazer uma análise do cover. É uma regular canção acústica, não fosse a entrada da guitarra no refrão.
05. "FOR THE LOVE OF MONEY" (The O'Jays) - Não dá pra entender a entrada desta faixa no repertório do cd. É um soul idiota de uma banda chamada The O'Jays que fala apenas de dinheiro e virou tema de abertura do programa The Apprentice (no Brasil, conhecido como O Aprendiz). Não há muita inovação realizada na canção, a não ser o tratamento de "peso", uma compilação básica para o metal.
06. "INNUENDO" (Queen) - Esta música também é um ponto fraco do álbum. Queen ainda consegue soar mais pesado e sombrio, e a voz de Geoff Tate não pode ser comparada à de Freddie Mercury cantadas sob a mesma base, uma vez que não há muitas inovações na versão cover (e este é justamente o problema: soa igual demais, com uma vocalização inferior).
07. "NEON KNIGHTSN" (Black Sabbath) - Praticamente idêntica à original do Black Sabbath na voz de Dio. Não é de todo mal, porque Black Sabbath não deixa nada a desejar (ao contrário de alguns covers do Queensrÿche)
08. "SYNCHRONICITY II" (The Police) - Da mesma forma das anteriores, a banda não inova quase em nada, deixando fazer uma versão para tocar mesmo um cover (eu sei, talver seja a idéia do disco). Destaque para as guitarras, que ficam mais distorcidas que a original de Andy Summers no The Police.
09. "RED RAIN" (Peter Gabriel) - Tudo bem, este é um dos maiores sucessos de Peter Gabriel, mas é uma música muito feia, para não dizer horrível. Faltou peso ao cover (olá, Queensrÿche, vocês são uma banda de metal ou não?), e um pouco mais de personalidade. A única inovação foi a introdução de um solo na metade da faixa, mas talvez o verdadeiro mérito se dê apenas à redução de um minuto no tempo da música, comparada à original de longos cinco minutos e meio. Se bem que poderiam deixá-la apenas com 120 segundos, uma vez que é repetitiva em demasia.
10. "ODISSEA" (Carlo Marrale & Cheope) - Esta décima faixa foge completamente do contexto das anteriores. Talvez por este fato, a versão para a música clássica de Carlo Marrale e Cheope tenha dado certo. A balada melódica cantada em italiano foi bem original, se tornando num dos pontos altos do cd.
11. "BULLET THE BLUE SKY" (U2) - Esta talvez seja uma das melhores músicas do U2, e o Queensrÿche não desperdiça esta característica, transformando-a talvez no melhor cover do disco. Aparece em versão ao vivo, como uma espécie de bonus de dez minutos e meio, terminando com a platéia em fade out. Demais.

Clique aqui para fazer o download do torrent desde álbum no ThePirateBay.org
Informações úteis - qualidade: 320kbps/tamanho: 120Mb

2 comentários:

Ana disse...

Deveria ter botado link pra download Gepp.
Vou baixar pra escutar esses covers. Me interessei pelo do Pink Floyd, em especial.
;D

Giuseppe Menezes disse...

É verdade, Ana. Deveria mesmo. Vou atualizar o post e linkar um torrent. ^^
É, a versão de Pink Floyd é mesmo uma das melhores do cd. Acho que você vai gostar.